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10 nov 2011O Fluminense perdeu ontem a noite um dos maiores Ãdolos de sua história. Ézio Leal Moraes Filho, o Super Ézio, Ãdolo tricolor na década de 90 e nono maior artilheiro da história do clube, com 118 gols em 238 jogos. Ele estava internado em um hospital de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, por causa de um câncer no pâncreas. A pedido da famÃlia, o velório será realizado nesta quinta-feira no Salão Nobre das Laranjeiras, de 9h à s 15h.
Não cheguei a acompanhar Super Ézio em seu auge pelo Flu, já que comecei a virar Tricolor em 95, ano em que ele se despediu do Fluminense. Mas o susto que levei foi tão grande que alguns colegas de trabalho vieram aqui ver o que tinha acontecido. Menos de 2 meses após perdemos Pinheiro outro grande Ãdolo se vai.
Tenho certeza que se ainda jogasse seria um dos Ãdolos do meu filho, que como o pai, ama tanto os Super Heróis.
Segue texto do Memória EC:
Ézio Leal Moraes Filho não era um craque. Mas era o tÃpico jogador que agradava ao torcedor. Se era um atacante que não tinha uma grande habilidade, não fugia da briga com os zagueiros. E tinha faro apurado de gol.
Após passagens pelo Bangu, Olaria, Americano e Portuguesa, chegou ao Fluminense em 1991, em uma época que a torcida do Fluminense estava carente de tÃtulos. E se tornou Ãdolo. Todo torcedor do Flu com pelo menos 25 anos ficou triste na noite desta quarta-feira ao saber da morte do ex-jogador.
Já no primeiro ano com a camisa tricolor, comandou o time à conquista da Taça Guanabara. No ano seguinte, foi o artilheiro do Carioca, com 15 gols. Feito que um jogador do Flu não conseguia desde 80.
Também em 92, liderou o Fluminense à final da Copa do Brasil. Quando o time carioca perdeu o tÃtulo para o Internacional no Beira-Rio, por 1 a 0. Com um gol de pênalti, até hoje contestado pelos tricolores.
Em 1993, voltou a ser campeão da Taça Guanabara. Com um gol seu na final diante do Volta Redonda, nas Laranjeiras. Mas o sonhado grande tÃtulo com a camisa tricolor só veio em 95. Mas uma lesão o afastou do time e o fez perder o posto de titular. Ainda assim entrou no segundo tempo da finalÃssima contra o Flamengo, quando Renato fez o histórico gol de barriga.
No mesmo anos deixou as Laranjeiras, mas seu nome já estava escrito na centenária história do clube. As cinco temporadas foram suficientes para que entrasse na lista dos dez maiores artilheiros do Flu: o nono colocado, com 119 gols em 237 jogos.
No Flamengo, principal rival tricolor, marcou 12 gols. Sendo três em um Fla-Flu de 1994 (no vÃdeo acima).
Números que fizeram o narrador Januário de Oliveira batizá-lo com o apelido pelo qual se tornaria conhecido para sempre: Super Ézio.
Assista a uma compilação de gols de Ézio no vÃdeo abaixo:

