Em: Idolos
2 fev 2010
Há exatos 23 anos, no dia 2 de fevereiro de 1987, o maior goleiro da história do futebol carioca e um dos maiores do Brasil se suicidou. Castilho, eterno camisa 1 do Fluminense, se jogou do sétimo andar do apartamento da ex-mulher, Vilma, em Bonsucesso.
Até hoje, a morte é cercada de muito mistério já que ninguém sabe ao certo o motivo que levou Castilho a tomar tal atitude.
Na época, Castilho era técnico da seleção da Arábia Saudita e, em janeiro, sentiu fortes dores de cabeça, sendo submetido a alguns exames que nunca tiveram o resultado publicamente revelado. Para algumas pessoas próximas, Castilho teria na época o que hoje é chamado de transtorno bipolar, segundo a biografia do goleiro ‘Castilho Eternizado’, de Antônio Carlos Teixeira Rocha. A obra levanta duas suspeitas como causas da morte.
“O laudo (médico) poderia ter acusado alguma enfermidade grave, um tumor irremovÃvel ou mesmo o desenvolvimento de um aneurisma pronto a explodir”, diz um trecho do livro, que aborda outra possibilidade.
“Outra hipótese seria o rompimento inesperado do relacionamento do casal (ele vivia com a segunda mulher, Evelyna, que se recusou dias antes a ir com Castilho para Riad, na Arábia Saudita). A separação brusca poderia ser a causa do transtorno mental, levando o goleiro a distúrbios emocionais”.
Uma parte triste da vida do goleiro, que tem no currÃculo nada menos do que quatro Copas do Mundo (1950, 1954, 1958, 1962), sendo uma – 1954 – como titular. Pela seleção ganhou ainda a Taça Oswaldo Cruz (1950, 1962), o Pan-Americano (1952) e a Taça Bernardo O’Higgins (1955). Pelo Fluminense, foi tricampeão carioca, bicampeão do Torneio Rio-São Paulo e vencedor da Copa Rio – o Mundial de Clubes da época. É o atleta com mais jogos pelo clube: 699. Saudades….

